CRM: 52638919| RQE 41153| RQE 41152
Mas a sua dor tem tratamento e você não está sozinho. O meu papel é te escutar, acolher e ajudar a encontrar formas de lidar com sua dor, com todos os recursos que a medicina possa oferecer e buscar aliviá-la ao máximo possível, de forma que você tome as rédeas de sua vida novamente.
Segundo a IASP ( Associação Internacional para Estudos da Dor), “Dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada, ou semelhante àquela associada, a uma lesão tecidual real ou potencial”. A dor então, é uma experiência individual, que somente quem a sente é capaz de classificá-la e que pode trazer perdas consideráveis na qualidade de vida desse indivíduo.
A dor normalmente surge quando algo errado ocorre em nosso organismo. Na fase inicial, após um trauma, por exemplo, a dor aguda é um mecanismo normal de defesa do organismo. Porém, quando ela dura mais do que 3 ou 6 meses, que seria o tempo normal para cicatrização e resolução do quadro, ela passa a ser uma dor crônica, que por si só, já é uma doença. Segundo a OMS, 30% da população sofre de dor crônica, podendo afetar radicalmente a rotina e a qualidade de vida dessas pessoas.
CRM: 52638919| RQE 41153| RQE 41152
Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1997
Residência médica em Anestesiologia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho -UFRJ
Pós-graduação em Dor pela PUC / Américas RJ com título de especialista na Área de atuação em Dor pela AMB
Pós-graduação em Medicina Intervencionista da Dor e medicina regenerativa pela Faculdade Cetrus/SP
Professora assistente da Pós-graduação em medicina intervencionista da Dor na Faculdade Cetrus/SP
Anestesista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia RJ – INTO
Membro da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da Sociedade de Anestesiologia do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ)
Membro do Comitê de Dor da SAERJ
Membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED)
Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas da Dor (SOBRAMID)
Parecerista responsável pela Dor no Hospital Pró Cardíaco RJ
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Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1997
Residência médica em Anestesiologia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho -UFRJ
Pós-graduação em Dor pela PUC / Américas RJ com título de especialista na Área de atuação em Dor pela AMB
Pós-graduação em Medicina Intervencionista da Dor e medicina regenerativa pela Faculdade Cetrus/SP
Professora assistente da Pós-graduação em medicina intervencionista da Dor na Faculdade Cetrus/SP
Anestesista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia RJ – INTO
Membro da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e da Sociedade de Anestesiologia do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ)
Membro do Comitê de Dor da SAERJ
Membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED)
Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas da Dor (SOBRAMID)
Parecerista responsável pela Dor no Hospital Pró Cardíaco RJ
Dores na coluna são sensações descontortáveis experimentadas ao longo da coluna vertebral, que podem variar de leves a intensas. Essas dores podem afetar diferentes áreas da coluna, como a região cervical (pescoço), torácica (meio das costas), lombar (parte inferior das costas) e até mesmo a região sacral e coccígea.
As causas mais comuns de dores na coluna são simples, como tensão muscular ou ligamentar, que podem ser desencadeadas por postura inadequada ou falta de exercícios físicos. Frequentemente a dor na coluna não tem uma causa única e pode ser em virtude de vários fatores como artroses, degeneração dos discos intervertebrais, hernias de disco e estenose do canal medular.
Os sintomas das dores na coluna podem incluir dor localizada, rigidez muscular, limitação de movimento e, em casos mais graves, dormência, formigamento ou fraqueza nas extremidades.
O tratamento para dores na coluna pode envolver uma combinação de abordagens, como repouso relativo, terapia por ondas de choque, aplicação de calor ou gelo, medicamentos para aliviar a dor e a inflamação, fisioterapia, exercícios de fortalecimento muscular, técnicas de alongamento, terapias manuais, acupuntura, quiropraxia e, em alguns casos, infiltrações guiadas por radioscopia ou ultrassom e até intervenções cirúrgicas.
Dores miofasciais são desconfortos musculares e do tecido conjuntivo(fáscia) que podem causar sensações dolorosas, tensão e sensibilidade em áreas específicas do corpo. Essas dores ocorrem devido a pontos sensíveis nos músculos, conhecidos como pontos-gatilho, que podem resultar de lesões, sobrecarga muscular, estresse emocional ou postura inadequada.
Os sintomas das dores miofasciais podem incluir dor localizada, rigidez muscular, limitação de movimento e sensibilidade ao toque. Estas dores podem ser agudas e temporárias ou crônicas e persistentes, afetando a qualidade de vida e o bem-estar do indivíduo.
O tratamento das dores miofasciais geralmente envolve terapias focadas na redução da dor e na restauração da função muscular. Isso pode incluir bloqueio anestesico de pontos de gatilho, bloqueio de nervos e terapia por ondas de choque. Aliado a esses procedimentos, podemos incluir alongamento, exercicios de fortalecimento muscular, acupuntura, uso de calor ou gelo e técnicas de relaxamento, como yoga ou meditação.
Além disso, identificar e tratar possíveis fatores contribuintes, como posturas inadequadas, ergonomia inadequada no trabalho, estresse emocional ou problemas de sono, também podem ser parte importante do tratamento das dores miofasciais.
É essencial consultar um profissional de saúde qualificado para um diagnóstico preciso e adequado para as dores miofasciais, visando aliviar os sintomas e promover uma recuperação eficaz.
As dores articulares podem ser causadas por uma variedade de fatores incluindo lesões, artrite, inflamação, sobrecarga das articulações, doenças autoimunes e outras condições médicas subjacentes. Os sintomas frequentemente associados às dores articulares incluem rigidez, inchaço, vermelhidão e dificuldade de movimento na articulação afetada.
O tratamento das dores articulares pode envolver uma combinação de abordagens, dependendo da causa subjacente e da gravidade dos sintomas. Isso pode incluir medicação para aliviar a dor e a inflamação, fisioterapia, exercícios de fortalecimento muscular, medicações, infiltrações intra-articulares, bloqueios dos nervos, rizotomia ou radiofrequência para denervação da articulação e alívio das dores articulares, mudanças no estilo de vida, terapias complementares como acupuntura ou quiropraxia e, em alguns casos, cirurgia.
É importante buscar orientação médica adequada para avaliação e diagnóstico precisos das dores articulares. Um plano de tratamento individualizado pode ajudar a aliviar os sintomas, melhorar a função articular e promover uma melhor qualidade de vida. Além disso, adotar hábitos de vida saudáveis, como manter um peso saudável, fazer exercícios regularmente e praticar técnicas de gerenciamento do estresse, pode ajudar a prevenir e reduzir o impacto das dores articulares.
A dor pélvica crônica é definida como qualquer desconforto ou dor persistente na parte inferior do abdômen, localizada logo abaixo do umbigo e com duração superior a seis meses.
Este tipo de dor pode afetar tanto homens quanto mulheres, embora seja mais comum no público feminino, afetando em média 1 em cada 7 mulheres.
Os sintomas das dores pélvicas incluem dor abdominal baixa contínua ou intermitente, desconforto durante ou após o sexo, dor na região vulvar, dor na bolsa escrotal, dor ao urinar, dor durante a evacuação, desconforto no reto e dor na região perineal como um todo.
As causas da dor pélvica são diversas e nem sempre evidentes, portanto, o diagnóstico requer uma avaliação minuciosa do quadro clínico e investigação através de exames laboratoriais e de imagem. As causas mais comuns incluem:
O tratamento para dor pélvica depende da causa subjacente e pode variar desde medidas simples, como uso de medicamentos para tratar infecções e aliviar a dor, inibição hormonal, técnicas de relaxamento do assoalho pelvico e fisioterapia, até intervenções médicas mais complexas, como bloqueio de nervos pudendos, bloqueio do gânglio impar, bloqueio do plexo hipogástrico superior e cirurgias.
O tratamento por Ondas de Choque é um procedimento não invasivo, que utiliza ondas acústicas de alta energia, para o tratamento de diversas lesões musculoesqueléticas. A ação se dá através de efeitos biológicos desencadeados pela cavitação dos tecidos, promovendo uma maior vascularização local, com aporte de fatores de reparação tecidual e de oxigênio, reduzindo a inflamação crônica e promovendo uma regeneração tecidual. Seus principais benefícios imediatos são o rápido alívio da dor e restauração da mobilidade, enquanto que os efeitos regenerativos levam em torno de dois meses para serem percebidos. Normalmente são necessárias 4-6 sessões com intervalos de 5-7 dias.
Exemplos de indicações da Terapia por Ondas de Choque: fascite plantar, tendinite calcária do ombro, epicondilite medial ou lateral do cotovelo, tendinopatia do aquiles, síndrome peritrocantérica, síndromes dolorosas miofasciais ( trigger points), dor lombar miofascial, entre outras…
Até 40% dos pacientes com câncer vão ter dor ao longo de sua vida. Essa dor pode ser de moderada a intensa e se deve tanto ao câncer em si por invasão de órgãos ou por efeito colateral do tratamento ( radioterapia e quimioterapia). Muitos desses pacientes não conseguem alívio somente com os medicamentos, podendo nessas situações, serem realizados procedimentos intervencionistas da dor.
Existem várias causas de dores de cabeça e uma avaliação médica criteriosa é necessária para o correto diagnóstico e tratamento.
A enxaqueca, também conhecida como migrânea, é um tipo de dor de cabeça bem comum, sendo mais frequente no adulto jovem, em especial entre 30 e 40 anos e ocorre preferencialmente no sexo feminino. Até 2% da população mundial sofre de enxaqueca crônica, caracterizada por dores por mais que 15 dias ao mês em mais do que 3 meses ao ano.
As crises de enxaqueca podem ocorrer em fases. Pródromo, aura, dor de cabeça em si, resolução e pós-crise. Nem todos os pacientes passam por todas essas fases, e quando o paciente passa a conhecer a própria crise, ele consegue identificar o início e já usar os medicamentos necessários, aumentando a possibilidade de sucesso no tratamento. Existem alguns fatores desencadeantes (estresse, jejum prolongado, álcool, cigarro, odores,…) que uma vez identificados, podem ser evitados.
O tratamento da enxaqueca se divide em tratamento abortivo, para interromper a crise, usualmente com medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos, triptanos), E o tratamento preventivo ou profilático, também com medicamentos mas de uso contínuo (anti-hipertensivos, anticonvulsivantes e antidepressivos). Em alguns casos mais refratários, pode ser necessário o tratamento intervencionista da dor com Toxina Botulínica e Bloqueio dos nervos occipitais, por exemplo.
Existem outras dores de cabeça, além da enxaqueca, que também são comuns e não podem ser confundidas com a enxaqueca, uma vez que o tratamento será completamente diferente. Exemplos dessas dores: cefaleia cervicogênica, cefaleia em salvas ( Cluster), cefaleia tensional,… Para o correto diagnóstico e tratamento, é fundamental uma avaliação médica criteriosa.
A medicina intervencionista da dor é uma área de atuação que promove inúmeras possibilidades de diagnóstico e tratamento a fim de aliviar os mais variados tipos de dor.
O tratamento intervencionista da dor consiste em diversas técnicas minimamente invasivas, realizadas por meio da aplicação de técnicas percutâneas (por agulha, sem cortes) guiadas por ultrassom, radioscopia ou tomografia, independentemente ou em conjunto com outras modalidades de tratamento.
Existem duas categorias principais de procedimentos minimamente invasivos para tratar a dor: técnicas neuroablativas e não ablativas ou neuromoduladoras.
Nas técnicas neuroablativas, o sistema nervoso não é preservado, havendo uma interrupção das vias de transmissão de dor (nervos) por meios químicos ou térmicos (rizotomia ou radiofrequência ablativa – convencional ou resfriada). Essas técnicas são habitualmente empregadas nas dores por artrose da coluna e das articulações do ombro, quadril e joelho por exemplo.
Já nas técnicas não ablativas ou neuromoduladoras, o sistema nervoso é preservado. A neuromodulação é a inibição dinâmica das vias de transmissão de dor pela administração de fármacos (anestésicos, glicose ou corticoides), ou por técnicas de estimulação como radiofrequência pulsada, estimulador de nervo periférico, neuroestimulador do gânglio da raiz dorsal e medular. Essas técnicas são habitualmente empregadas nos casos de infiltrações lombares para tratar dor ciática ou radicular e nas lesões dos nervos periféricos.
As técnicas neuroablativas ou neuromoduladoras podem ser empregadas também para tratar dores neuropáticas como neuralgia pós herpética e síndrome dolorosa complexa regional, onde realizamos bloqueios da cadeia simpática a nível cervical, dorsal ou lombar.
Por serem minimamente invasivos, esses procedimentos são mais seguros, já que representam menor risco de complicações como hemorragia e infecção. Normalmente são realizados em regime ambulatorial, no centro cirúrgico, sob sedação leve e o paciente costuma ter alta no mesmo dia. Alguns procedimentos, como bloqueios diagnósticos e de nervos periféricos, infiltrações lombares, infiltrações intra-articulares com ácido hialurônico ou corticoide, infiltrações de tendões e bursas, podem ser realizados em consultório com técnica asséptica e guiados por ultrassom.
Pacientes com câncer muito frequentemente vão sentir dor em alguma fase da doença. Essa dor pode ser causada por vários mecanismos, como invasão direta do tumor, resposta à terapia do câncer (radioterapia, quimioterapia e cirurgia) ou problemas não relacionados ao câncer (hernia de disco, neuropatia diabética por exemplo). Fatores psicossociais como depressão, ansiedade, catastrofização e cognição, podem influenciar a percepção de dor e contribuir para a ansiedade da dor total. Os pacientes com câncer frequentemente experimentam, portanto, mais de um tipo de dor, que pode ser neuropática, nociceptiva ou mista e constante ou intermitente.
A dor decorrente do câncer necessita de uma abordagem multidisciplinar que envolve o conhecimento da fisiopatologia da dor e da farmacologia dos agentes analgésicos assim como uma gestão adequada das questões psicossociais.
O tratamento intervencionista deve ser indicado quando o tratamento farmacológico não promove uma analgesia eficaz ou quando os efeitos colaterais se tornam intoleráveis. No caso da dor do câncer, ele tem sido indicado cada vez mais precocemente, a fim de diminuir a dose de opioides e outros medicamentos, minimizando seus efeitos colaterais e proporcionando melhor qualidade de vida para os pacientes. Bloqueios neurolíticos do plexo celíaco e lombar e implante de bomba intratecal de fármacos são exemplos desse tratamento